Humorte, botanto banca no mercadão

LIMA JÚNIOR, José. Humorte: botando banca no mercadão. Campinas: Texto & Textura, 2015. 170 p. : il., fots. ISBN 978-85-64101-10-4

Informações do produto

Equivalente a outros fenômenos semióticos produzidos pela corporeidade, o Mercadão é cultura, é jogo de signos a driblar a natura – essa beleza inexoravelmente propensa ao crepúsculo. Ou seja: Mercadão é humor diante da morte.

* * *

O Mercado Municipal de Campinas, também chamado carinhosamente Mercadão, desde 1908 é referência ímpar na cultura da cidade. Muito se escreveu sobre esse patrimônio de grande valor comercial e enorme apelo popular. Porém parecia inexistir até seu centenário livro que lhe dedicasse exclusividade.

Este HUMORTE apenas conta ligeiramente uma história do Mercadão, e destaca um período (1992/93) analisado segundo uma ideia: a tensão que há entre as coisas da natureza e os casos da cultura.

O título propõe uma colagem entre as tendências ao fim, à morte, e as alternativas para a sobrevivência. De um lado a constatação da perda que cedo ou tarde liquidará tudo como guloso e absoluto consumidor, e de outro o adiamento dessa perda graças a uma teimosia que reinventa a vida no varejo do cotidiano.

José Lima Júnior

José Lima Júnior, nascido em Campinas (1951), é mais um mestiço. Pelo flanco paterno, mineiro de Manhumirim, se enveredam veias indígenas, portuguesas e provavelmente africanas. Pela parte materna, campineira, se plasmam alguns sangues lusitanos e holandeses. Até sua juventude essa mescla étnica se destilou com fortes e variados resíduos interioranos: Cambé, São Sebastião do Paraíso, Casa Branca, Atibaia. Condensou-se, assim, uma alma caipira. Sempre passando férias em Campinas (onde o Mercadão era visita imperdível), o autor fixou residência nesta cidade a partir de 1972. Fotos do autor no inverno de 1993 trabalhando para seu doutorado em Comunicação e Semiótica. Nessa tese o Mercadão, mais que objeto de estudo acadêmico, foi lugar para um reencontro afetivo.