Pintando provérbios com pano e linha

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Reily, Phyllis (1927-) Pintando provérbios com pano e linha. Campinas : Texto & Textura, 2017. 125 p. : il. ISBN: 978-85-64101-18-0

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A paixão de trabalhar com pano e fio faz parte da tradição da minha família. Minha avó passava horas fazendo colchas de retalhos. Minha mãe era boa costureira, com cinco filhas e um filho para vestir. Mais tarde ela começou a fazer “patchwork”, colchas com desenhos tradicionais. Estudei Artes e, desde 1950, trabalhei no Brasil no ensino criativo.

Por mais de dez anos, tenho feito calendários aproveitando panos e bordados. Mudando de atividade, procurei um trabalho artístico um pouco mais aventuroso e provocativo além dos tais calendários. Assim surgiu a ideia de “Pintar Provérbios com Pano e Linha”.

O provérbio oferece uma diversidade de ideias, técnicas e símbolos para desenvolver. Cada painel é um desafio. Além disso, sempre há surpresas durante o processo de criação. A ideia inicial pode vir do próprio provérbio, mas a parte mais difícil é começar. Como posso aproveitar as cores, formas e desenhos do pano para que eles sejam parte do todo? Depois explorei como criar uma borda ou moldura em volta de cada painel para realçar o trabalho.

Os provérbios existem em todos os países, muitas vezes com o mesmo sentido, tirados das mesmas fontes, porém, com variações, dependendo da cultura e do ambiente. Para selecionar os provérbios [deste livro], dei preferência àqueles que sugeriam um visual marcante, de sentido positivo, e com a possibilidade de provocar conversas e opiniões diferentes.

Não sou historiadora nem lósofa (embora todos sejam um pouco), mas, mesmo assim, convido o observador a caminhar comigo nesta jornada de pensar, compartilhar experiências, trocar ideias, losofar… e pensar em outras maneiras de entender e ilustrar cada provérbio. Inicialmente poderíamos pensar que os provérbios formam um conjunto coeso de sabedoria popular, mas uma análise mais atenta mostra que, na verdade, alguns se contradizem entre si, como por exemplo:

“Quem não arrisca, não petisca”,

e

“mais vale prevenir do que remediar”.

O primeiro parece dizer que é preciso experimentar, aventurar-se, correr perigo para alcançar o que se quer, enquanto o segundo, alerta a pessoa de que sua atuação pode ter consequências indesejadas. Às vezes o provérbio aproveita palavras que rimam para facilitar a memorização ou a musicalidade da frase:

“No aperto e no perigo se conhece o amigo”

e

“água mole em pedra dura, tanto bate até que fura”.

Cada cultura tem aproveitado provérbios dos seus antepassados e de outros países modificando-os para a própria cultura, às vezes acrescentando palavras de acordo com as circunstâncias do momento.

Phyllis Reily

A autora

Phyllis Reily nasceu e estudou nos Estados Unidos — área de Artes, Educação e Teologia e fez o seu Mestrado. Veio para o Brasil em 1950. Seu trabalho como educadora, e o do seu esposo como pastor missionário e professor de teologia, os levou pelos quatro cantos do Brasil. Educadora experiente e artista plástica talentosa, marcou e influenciou gerações com sua liderança por meio de cursos ministrados no Brasil e no exterior, e de sua extensa produção literária. Seu livro “Ciranda do ABC”, publicado pela Papirus, foi alvo da apreciação pelo Ministério da Educação, MEC, e adotado por todas as escolas públicas do país, cuja tiragem superou os 900 mil exemplares. Em 2007 foi agraciada com a “Ordem de Mérito dos Educadores Metodistas” por destacada atuação e valiosa contribuição ao campo educacional brasileiro. Ainda hoje continua escrevendo e ilustrando, pois a sua imaginação é fértil e sua criatividade, inesgotável.

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